Literatura Fantástica



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    [JReis] Saga do fim

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    javert

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    [JReis] Saga do fim

    Mensagem por javert em Seg Fev 22, 2010 11:22 pm

    Omega
    Num mundo alternativo, cheio de perigos e mistérios o poder militar pertence a grandes instituições denominadas academias, Que defende a hegemonia dos continentes e principais nações.
    Tetnah o principal continente e berço da única religião deste mundo enfrentaram a sua pior crise.
    Kurono, um soldado que não entende mais os sonhos que um dia já teve e atormentado por seu aedge terá de encontrar forças para não perder sua individualidade enquanto a esperança de todo o mundo pesa sobre seus ombros.
    Pode um deus em toda a sua fúria julgar o destino dos homens?
    Uma Historia onde crenças e valores entram em conflito na tentativa de impedir o juízo final.

    Comentários pessoais...

    A historia, em parte é um drama, mas com vários acontecimentos que faz desta aventura uma ação.
    a idéia principal é mostrar que um Herói se faz pelo ponto de vista da historia contada.
    Kurono Erslanz é o personagem principal do livro, um soldado que perde a vontade de lutar, e não consegue encontrar uma resposta para isso. A trama se passa apos acontecimentos cruciais que apenas serão comentados e lembrados durante uma parte da historia, deixando um plot para um próximo projeto que contara a vida dos personagens antes do começo do livro.
    no blog estou disponibilizando memórias perdidas, onde contarei um pouco sobre a infância de vários personagens que apareceram no livro.
    espero comentários sobre o livro, sei que o projeto, como posso dizer... Está cru, por isso estou me aperfeiçoando como escritor para fazer deste livro uma realização pessoal


    O link do meu blog é : http://sagadofim.blogspot.com


    Última edição por javert em Dom Jul 18, 2010 2:57 pm, editado 6 vez(es)

    Leonardo Schabbach
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    Re: [JReis] Saga do fim

    Mensagem por Leonardo Schabbach em Sex Fev 26, 2010 12:43 am

    Mudei o título do tópico para seguir os padrões estabelecidos pelas regras do fórum. E aproveito pra avisar que vou sim dar uma olhadinha na história. Depois digo o que achei


    _________________
    Confira o Na Ponta dos Lápis: meu blog com tudo sobre literatura.

    E leia também o projeto O Legado, uma história de fantasia.
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    javert

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    intro

    Mensagem por javert em Dom Mar 07, 2010 3:29 pm

    Intro

    Com olhos atentos observou friamente a cidade de Ishtah que brilhava no horizonte por causa da imensa quantidade de aço e vidro que constituam seus enormes edifícios. Em pé no alto de uma colina, sem esforço era possível contemplar toda a vastidão daquela planície. Mesmo para uma mulher de feições atraentes, sua silhueta era imponente, tinha longos cabelos que reluzia como rubi e usava pesadas roupas escuras, que continham inscrições em relevo, em uma língua tão antiga que seus significados divergiam.
    Continuou imóvel por incontáveis minutos,sabia que era só uma questão de tempo. Um tímido sorriso formou em seus lábios.
    - Começou- voltou novamente toda sua atenção para a cidade,seus olhos privilegiados conseguiam ver muito mais que formas ou espectros de cores.
    O céu azul tornou-se negro devido à quantidade de espessas nuvens que surgiram repentinamente, o vento forte fazia um barulho estridente e quase ensurdecedor. As pessoas da cidade começaram a procurar abrigo com medo daquela tempestade que surgiu misteriosamente.
    As nuvens giravam em círculos como se a cidade estivesse no olho de um furacão. Fortes pancadas de vento começaram castigar a cidade. Os telhados das edificações foram os primeiros a sucumbir junto com pequenos objetos que voavam pelo ar. Pedaços de vidro quebrado faziam vitimas desavisadas. A força do ventou aumentou implacavelmente, as pessoas não conseguiam mais resistir aquela ventania, seus corpos eram arremessados ao ar, batendo violentamente contra os obstáculos, não demorou muito para o sangue se misturar com a poeira no ar.
    A misteriosa mulher estava admirada com aquela demonstração de poder destrutivo, mesmo estando longe conseguia ver com perfeição aquela incontrolável força de destruição. Jogou seu cabelo para traz e forçou um pouco mais seus olhos amaldiçoados.
    Sentiu como se uma espada tivesse atravessado seus olhos, sabia que alguém estava tentando esconder sua presença, mas ignorou a dor e continuou a procurar algum sinal do manipulador daquela destrutiva forca da natureza. Não teve sucesso.
    Gritos de dor misturados com orações formavam uma triste sinfonia declarando o fim do mundo. A violenta tempestade de vento se tornou algo mais, começou a devorar a cidade rapidamente, carros, corpos, prédios e casas em questão de segundos, tudo desapareceu não deixando rastros da sua existência.
    A dor aumentou, não resistiu e ela caiu de joelhos, com muito esforço olhou para o céu viu vulto pairando no ar devia estar a quilômetros acima do chão, ficou curiosa, nunca soube de alguém que conseguia omitir a presença perante seus olhos nem mesmo um Zaule tinha tanto poder, e esta pessoa conseguia subjugar até mesmo seus olhos de demônio. Por um instante sentiu um vazio em seu ser, diferente da sensação de indiferença que estava acostumada, pensou em motivos para alguém aniquilar Ishtah, mas não encontrou. Sem querer uma antiga fabula passou entre seus pensamentos, e acreditou ter encontrado a resposta, deuses.


    Última edição por javert em Dom Jul 18, 2010 3:15 pm, editado 3 vez(es)
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    javert

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    01 - O ex-soldado

    Mensagem por javert em Dom Mar 07, 2010 3:44 pm

    Parte 1
    Kurono caminhou até uma cruz no chão. Vestia um avental verde claro, típico dos pacientes em recuperação. Não era bonito, tinha estatura mediana e cabelos pretos mal cuidados. Os traços do seu rosto eram o de uma pessoa muito abatida. Permaneceu ali, ao lado de um pequeno e discreto túmulo, ornado com uma cruz lapidada em marmore branco. Havia algumas flores murchas, o chão era coberto por uma pequena e rasteira espécie de grama. Desde que despertara á duas semanas o jovem sempre ficava diante daquele túmulo, sentia culpa pelo o que aconteceu com a pobre enfermeira. Teria passado mais uma tarde inteira no pequeno cemitério que fica escondido no fundo daquele centro de recuperação, mas foi interrompido pelo Dr. Gellar.
    ─ Como está Kurono? ─ Levou a mão sobre o ombro do jovem.
    ─ Minhas pernas já estão boas. Terminei ontem as sessões de fisioterapia.
    ─ E o seu braço? Ainda dói? ─ Olhou o braço direito do rapaz havia uma fina camada negra por cima da pele, um tipo de revestimento que insinuava os contornos dos musculos.
    ─ Você está se despedindo? ─ Esperou e novamente ouviu o silêncio.
    ─ Precisamos conversar sobre as suas condições de saúde, entende?
    ─ Pode falar ─ Respondeu em um tom seco. Como se quisesse impedir a conversa
    ─ Sei que este não é o local apropriado, mas acredito que não vou convencê-lo a mudarmos de ambiente ─ Retirou o equipamento de seu bolso, parecia muito uma prancheta do tamanho da palma da mão, era muito fina e com um display sensível ao toque que ocupava quase toda a superfície.
    O soldado olhou fixamente para as pequenas animações holográficas que pareciam dançar sobre o aparelho, o doutor apontou o que pareciam duas cordas oscilando, sendo uma o dobro do tamanho da outra.
    ─ Veja, este é o seu padrão de Pléra ─ Disse indicando o menor. ─ E este maior aqui é o de Seph.
    ─ Ainda não me recordo muito bem das coisas, desse Seph, ou até de mim mesmo ─ Desviou o olhar para o túmulo. Era mais facil tentar esqueçer do que remoer tristes lembranças.
    ─ Bem Kurono, suas memórias aos poucos voltarão no lugar certo, o seu trauma psicológico é o menor dos seus problemas agora. ─ Tentou agredi-lo com o tom de voz. Sabia que o paciente tinha mais lembranças do que dizia.
    ─ Enquanto você estava em coma, consegui fazer algumas pesquisas sobre seu padrão de Pléra, e realmente me surpreendi muito. ─ Dizendo isto percebeu que o soldado não gostou da idéia de ter sido estudado enquanto esteve internado ali.
    ─ Então quer dizer que me usou como cobaia? ─ Disse lancando um olhar incredulo para o medico.
    ─ Não, não é isso. Por se tratar de um Aedge, tivemos de tomar algumas precauções, espero que me entenda.
    ─ Não sabia que médicos tratavam seus pacientes com indiferença, mas tudo bem. Vamos ao que está tentando me dizer.
    ─ Como você diz não se lembrar, vou explicar o que é um Aedge, ele é como uma segunda personalidade sua, herdada no nascimento, é muito mais poderosa do que podemos imaginar. Mas nunca se mani-festou totalmente. Então não sabemos como ela vai reagir, sabemos apenas que você entra em um estado de consciência destrutiva quando usa esses poderes ocultos. ─ Olhou fixamente para os olhos do soldado.
    O silencio se manteve, era impossível manter um dialogo entre Kurono e o Dr. Gellar.
    ─ De acordo com os exames e pesquisa que fizemos, cheguei à conclusão de que estes padrões de Pléra influenciam muito na sua personalidade. ─ Parou tentando procurar as palavras adequadas.
    ─ Como assim? ─ Indagou curioso.
    ─ Existe uma espécie de selo que prende o seu Aedge Seph, mas o selamento perdeu sua força. É a única coisa que impede Seph de tomar o controle da sua mente é este selo.
    ─ Por favor me explique melhor. Por que o selo enfraqueceu? Quem fez isso comigo? ─ Indignado queria respostas, ficou frustrado em pensar que o Dr. Sabia mais dele do que ele mesmo.
    ─ Este é o selo de Samsara. Um tipo de elo entre você e o seu Aedge, que permite você usar os poderes do seu Aedge, mas sempre foi muito perigoso, pois na maioria das vezes você perdia o controle, agora quem fez este selo, pra mim também é um mistério.
    ─ Então se eu usar o poder do selo novamente, eu serei dominado pelo Aedge?
    O medico calou-se, mas o soldado sabia que a resposta era sim. Precisaria digerir as informações, queria não acreditar no que acabou de ouvir.
    ─ Sei o quanto é difícil para você ouvir uma coisa assim, mas não posso afirmar que na próxima vez que utilizar o selo, isto ira acontecer. Você pode utilizar o selo uma ou outra vez, mas quanto mais usar ficará mais próximo de Seph, além de que não sabemos qual é a personalidade verdadeira de Seph. Talvez apenas você saiba, de qualquer forma, é uma decisão que apenas você pode tomar.
    ─ Então vou me empenhar e ficar mais forte, para não precisar mais do selo. ─ Olhou para Gellar confiante naquilo que acabou de dizer.
    ─ Fico contente que entendeu, mas não era apenas isso que tinha de falar para você.
    O paciente parou e respirou fundo, sabia que sempre depois de uma má noticia vinha uma pior em seguida, mas tentou imaginar o que poderia ser pior do que acabou de ouvir.
    ─ Sua amiga Riona vem buscá-lo amanhã cedo, então acho melhor dar um jeito neste rosto de morto vivo. – O médico brincou tentando descontrair um pouco.
    Mas a reação do jovem não foi de alegria, pelo contrario, sentiu um vazio no estômago e se retirou deixando o medico para trás. Enquanto caminhava em direção ao seu aposento.
    ─ Será, que ele se recorda do incidente aqui no hospital? Será que é por isso que ele vem aqui todo dia neste tumulo? ─ Gellar refletia enquanto observava o paciente desaparecer no jardim.
    Kurono voltou à realidade, durante duas semanas tentava reconstruir seu passado através de suas lembranças, e o pouco que se lembrava era da morte de seu irmão, não tinha muitas lembranças dele, mas era o suficiente para sentir sua perda e não sabia como lidar com a situação.
    Chegou ao quarto com a cabeça rodopiando. Como seria agora, como poderia lutar sem ao menos se recordar totalmente de quem era . Chateado deitou-se, olhou para o criado-mudo e viu o pingente que era de seu irmão, no pingente tinha a face de um dragão entalhada delicadamente, lembrou de que Siedge nunca tirava aquele pingente, pois era uma recordação do pai deles. Nunca conhecera o pai, mas tinha uma leve sensação de que ele possuía uma renomada reputação, como a de seu irmão era uma sombra na qual teria que conviver ou se sobre por. Colocou o pingente e o observou o teto por horas até dormir.
    Teve o sono interrompido varias vezes durante a noite por pesadelos, estava sonhando com a luta contra Sisifus e a morte de seu irmão, mas as recordações não estavam claras, estavam fragmentadas demais. Ficar dois meses em coma prejudicou muitas de suas lembranças, se recordava de uma ou outra coisa, além de não saber se realmente aconteceram ou se é fruto da sua imaginação,
    Inquieto pelos distúrbios de sono olhou para o fundo do quarto escuro e teve a sensação de ver seu irmão sentado no chão encostado na parede, não sabia julgar se ainda dormia, ou se era conseqüência da medicação.
    ─ É você Siedge?
    O soldado esperou uma resposta, mas não teve, limpou os olhos para saber se estava ou não vendo coisas, mas não encontrou mais o fantasma no quarto, pensou que se o fantasma de seu irmão estava olhando por ele, então não teria o que temer.
    Levou a mão até o pingente e o pegou com cuidado, olhando para aquela pequena face de dragão entalhada em um minério desconhecido se recordou de mais algumas coisas, mas eram idéias vagas, Templária, sua infância, nada de muito esclarecedor, mas reconfortante ao lembrar das palavras do Dr. Gellar, sua memória, aos poucos estava voltando, tinha certeza disso. Voltou a cair no sono, mas desta vez não teve pesadelo.


    Última edição por javert em Dom Jul 18, 2010 3:08 pm, editado 1 vez(es)
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    javert

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    01 Ex-Soldado Parte 2

    Mensagem por javert em Ter Mar 16, 2010 1:55 pm

    Parte 2
    Foi acordado por uma bela voz de mulher, era bem familiar, mas não conseguiu associar um rosto aquela voz e lembrou do nome que ouviu no dia anterior.
    ─ Acorda seu dorminhoco! Não tenho a manhã toda ─ Disse a loira de olhos azuis.
    ─ Me dá licença então, preciso me trocar.
    ─ Tudo bem. Vou esperar aqui fora.
    Riona saiu da sala, e o paciente procurou por seu avental, e percebeu que havia uma pequena sacola próxima a cama, olhou e encontrou roupas novas, não era um uniforme da academia e sim roupas comuns, rapidamente começou a vesti-las.
    Kurono saiu do quarto e foi abraçado pela linda jovem que o aguardava,
    ─ Está tudo bem com você ─ Perguntou ela
    ─ Estou sim. ─ Sentindo aquele doce perfume teve a sensação de que eram amigos bem próximos. Seu coração acelerou.
    ─ Estávamos todos preocupados com você.
    Ao ouvir isso tentou imaginar seus amigos. Um ou outro nome lhe era familiar, mas não podia julgar apenas pelo seu senso de orientação. Ficou chateado, a mulher a sua frente parecia ser tão legal e nem ao menos conseguia lembrar um único acontecimento ao seu lado, mas não quis comentar.
    ─ Podemos ir? ─ Perguntou enquanto puxava o amigo pelo braço.
    ─ Sim, você veio…de moto? ─ Outro lampejo cortou seus pensamentos, os soldados eram uns dos poucos providos de meios de transporte.
    ─ Não seu bobo. Estou de carro mesmo. Acharam mais seguro.
    ─ Tudo bem. Obrigado pelas roupas.
    ─ Não foi nada. Agradeça a Hina.
    Esse nome trouxe a imagem de um rosto, uma adolescente de aproximadamente doze anos de feições meigas e um leve sorriso percorreu seu rosto.
    Os dois amigos caminharam em direção ao estacionamento. O ex-paciente olhou pela ultima vez o centro de recuperação. Visualizou aquele tumulo mentalmente e pediu perdão. A viagem para a academia havia começado e o silencio era inquietante, Kurono estava distante procurando respostas para si mesmo. Apesar de todos os pensamentos e sentimentos confusos, estava curioso.
    ─ Aconteceu muita coisa nesses dias que fiquei internado.
    Hesitou por alguns segundo tentando procurar as palavras adequadas, respirou fundo antes de responder.
    ─ É, a coisa complicou muito ultimamente. E esse seu braço, como está?
    ─ Estou usando um tipo de exo-prótese, mas logo vai ficar bom.
    ─ Espero que sim.
    O soldado percebeu que sua amiga não queria falar sobre o que aconteceu neste tempo em que ficou em coma, talvez muita coisa tenha mudado, ou aconteceram coisas das quais ainda não estava preparado para saber, e concluiu que era melhor assim.
    Durante a viagem de volta conversaram pouco. Kurono sentia seu coração em ritmo acelerado, conhecia muito bem esse sentimento, desde que conheceu Riona se encantou pela linda mulher loira, tentou recordar quando foi que a conheceu, mas suas memórias ainda estavam meio confusas. Perguntou-se quase a viagem inteira o motivo de ficar com seus sentimentos confusos diante daquela mulher. Ficou um bom tempo observando calado.
    ─ O que aconteceu, mudou de repente? ─ perguntou a motorista, tentando puxar assunto para fazer o tempo passar mais rápido.
    ─ Estava tentado recordar quando te vi pela primeira vez.
    ─ Não se recorda?
    ─ Ainda não, Minhas lembranças ainda são muito vagas.
    ─ Vi você pela primeira vez na enfermaria, assim que você se gradou um soldado, eu estava acompanhando seu irmão, se lembra agora?
    ─ Não muito, achei que tinha te visto pela primeira vez em algum treinamento.
    ─ Não, não você deve estar confundindo Kurono.
    ─ Pode ser, ainda fico meio confuso, é como se houvesse lembranças e pensamentos que não são meus dentro da minha cabeça. Se a nossa personalidade é definida por nossas lembranças, posso dizer que não sou o mesmo de dois meses atrás.
    O silencio permaneceu por alguns instantes, neste momento Kurono lembrou das palavras do Dr. Gellar. Cogitou em falar para Riona, mas achou melhor guardar apenas para si, mas para ele não importava mais. De acordo com a decisão que tomou na noite passada, não precisaria mais do seu Aedge, selo, ou até mesmo de uma espada.
    Estava caindo no sono quando percebeu que haviam chegado, pelas suas contas deveriam ter levado umas quatro horas de viagem, conseguiam visualizar a enorme cidade a distancia e para o soldado era como se fosse a primeira vez que via Templária, a cidade estado.
    Mesmo a quilômetros de distancia era possível ver a cruz monolítica que era a academia de soldados que se encontrava bem no centro da cidade. A academia era uma enorme construção sendo o prédio central no formato de cruz reluzente que por si só já tinha a função de cidade, por isso era conhecida também como cidade estado.
    O coração do continente, a melhor referência em economia e poder. Quanto mais se aproximavam da academia uma nova recordação surgia. Lentamente a memória de Kurono estava melhorando, mais havia aqueles pensamentos e recordações que ele sabia que não eram dele. Seria isso o que Gellar estava falando? Pensou, tentando encontrar uma resposta para o que estava acontecendo.
    De todas as novas lembranças uma em especial que mais lhe chamava a atenção, uma mulher cujas obrigações entrariam em conflito com a escolha que ele estava disposto a fazer. A Feur-Zaule.
    ─ Chegamos ─ Abriu a porta do carro ─ Descanse bem, vai precisar.
    ─ Tudo bem ─ Respondeu o soldado saindo do carro. pegou suas coisas e olhou o estacionamento procurando o caminho do elevador. Dirigiu-se em direção de Riona para se despedir
    Ganhou um beijou no rosto, que o fez sentir emoções que havia esquecido, sentiu seu coração acelerar, além daquelas borboletas no estomago, sentiu o leve perfume de sua amiga mais uma vez e procurou guardá-lo em seus pensamentos enquanto ela desaparecia a caminho do elevador. Kurono ficou ali estático. Parado e pensando, como poderia ter sido se a tivesse beijado naquele momento.
    Percebeu que estava sozinho e seguiu rumo ao elevador. Apertou os botões no pequeno painel, a porta fechou e o elevador começou a subir. Assim que o elevador deixou o sub-piso, conseguiu ver pelas paredes de vidro todo o saguão da academia, reparou que não havia tantos alunos ou soldados, mas mesmo assim ficou nervoso e receoso. Naquele momento queria evitar o máximo de contato com as pessoas, principalmente os amigos que não recordava, seria embaraçoso explicar seu pequeno problema de memória.


    Última edição por javert em Dom Jul 18, 2010 3:09 pm, editado 1 vez(es)
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    Cout

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    Re: [JReis] Saga do fim

    Mensagem por Cout em Qui Jul 08, 2010 2:25 pm

    Ei gostei.Tem uns nomes legais.A história parece ter influências de anime e também de games.Principalmente na forma da narrativa.Mas particularmente o que me chamou mais atenção foram os nomes rsrsrs.Ainda não li tudo que você postou, mas logo acabarei de ler.
    Aliás de uma olhada no que eu postei.Só tem o prólogo ainda pois estou revisando o primeiro e o segundo capítulo.
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    javert

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    Re: [JReis] Saga do fim

    Mensagem por javert em Dom Jul 18, 2010 3:20 pm

    Obrigado Cout
    deixei o forum por uns meses, por estar enrlado com uns projetos pessoais meio que esta dificil postar novos capitulos, a historia ficou maior que eu imaginava, tomou outro rumo e novas proporçôes.
    Sim sou um grnde fan de alguns jogos da antiga square, alem de alguns ovas e filme, no qual faço homenagem citando nomes de pessoas e lugares.

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    Re: [JReis] Saga do fim

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