Literatura Fantástica



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    [ Cout ] Índigo

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    Cout

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    [ Cout ] Índigo

    Mensagem por Cout em Sex Jul 02, 2010 1:36 am

    Índigo


    Prólogo


    A sala do trono era imensa, o teto alto suficiente para acomodar um gigante, o espaço tão amplo que poderia comportar centenas de pessoas. O salão tinha um formato circular, a partir da metade do circulo se projetavam cinco grandes tronos pela direita e cinco pela esquerda, cada um aparentemente já teve suas próprias cores e detalhes, porém, hoje uma poeira cinza e densa cobria todos, deixando-os com a mesma aparência fria e fúnebre, ainda assim eram grandes e imponentes com mais de dois metros de altura. Seguiam rentes as paredes até se encontrarem com três outros ainda maiores que deviam medir em torno de cinco metros, tão pálidos e frios como os outros. Parecia um monumento levantado por mãos imortais, uma construção para deuses.

    No entanto, apenas uma pessoa cruzava o salão vazio. O tilintar de sua armadura soava abafado e seco, o som de suas pesadas botas de metal reluzente se chocando contra o piso negro polido ecoava como martelos partindo rochas. Do lado direito, de seu cinto pendia uma longa espada embainhada que arranhava o piso com um som estridente e contínuo.

    O homem de armadura caminhava em direção à um trono menor localizado em frente ao descomunal trono central.Algumas poucas tochas iluminavam precariamente o local mergulhando-o em uma penumbra avermelhada que aleatoriamente perfurava o fundo negro.

    Com exceção dos grandes tronos, todo o resto, o chão, as paredes, e as poucas colunas de sustentação, eram feitos todos do mesmo material escuro, como se houvessem sido esculpidos em uma peça única. Olhando de longe o local parecia refletir o universo, um universo negro e homogêneo pontilhado por poucas estrelas fracas e vermelhas.

    A figura sentada ao trono estava encoberta pela escuridão, poderia facilmente ser confundida com uma sombra, tão negra e imóvel como a rocha das paredes. Seus olhos vermelhos fitavam o distante vazio, suas palavras saíam baixas, firmes, emocionalmente indecifráveis... Frias como o gelo.

    — Dor. Uma vez mais meu comandante vem a mim trazendo o cheiro do sangue consigo. Diga-me, que luz os mortos nos deram? Para que suas vidas fúteis e fracas nos serviram? Era tudo como imaginávamos?

    O homem de armadura agora estava de joelhos. Sua voz era suave como uma melodia, hipnotizante. Apesar de calma não parecia temer a pessoa em sua frente , nem tão pouco se preocupar em como ou o que dizer.

    — Suas ultimas ordens não foram muito inteligentes... Senhor. Muito foi perdido nessa batalha. O sangue derramado apenas nos trouxe a certeza de contra "quem" estávamos lutando. Agora após a batalha, enquanto recolhemos nossos mortos o monstro segue se fortalecendo para seu próximo massacre. E o que o "Senhor", Deimos, Lorde de Devilon fará? Aguardará, e rezará para que aqueles velhos tenham êxito em suas loucuras?

    — Não há como derrotarmos "Ele", não por enquanto. No momento devemos ignorá-lo e seguir com o plano principal. Até que os Doze Anciões concluam o ritual devemos continuar buscando a Última filha de Avalon.

    — Como desejar lorde Deimos.

    De repente os olhos de Deimos hesitaram como se seus pensamentos fossem invadidos por lembranças indesejadas. Seus olhos se fecharam e chamas negras começaram a queimar o ar a sua volta.

    — Lorde Deimos?

    Em instantes as chamas envolveram completamente Deimos, em poucos segundos o ar ficou extremamente frio e seco. As chamas negras pareciam sugar todo o calor e toda luz.

    Súbitamente como se iniciaram as chamas se apagaram junto com todas as tochas, mergulhando o local em uma total escuridão, densa, impenetrável.

    Um feixe de luz de repentinamente atravessou o salão, a luz vinha de uma grande janela circular a esquerda do grande trono. Deimos havia acabado de abri-la e estava em pé de frente para luz,o que tornava visível apenas sua silhueta.

    Quando Deimos começou a falar novamente parecia mais à vontade, sua voz estava menos fria...

    — ... Levante-se Elron. Sabe muito bem que não precisa se ajoelhar para mim.

    Elron se levantou calmamente, seu rosto estava coberto por um capuz, apenas sua boca ficava a mostra. Elron sorriu sarcasticamente e falou:

    — Vejo que seus demônios insistem em nos vigiar. Ainda não encontrou um modo de bloqueá-los?

    — A presença deles está ficando forte, à medida que meus poderes crescem, também cresce minha insanidade. Por isso devemos nos certificar que tudo esteja preparado quando a hora chegar- Deimos ficou em silêncio, um silêncio incômodo e duradouro, então respirou fundo e perguntou- Muito bem. Qual é a situação?

    — Por enquanto não houveram tentativas de resgatar Lightning. No entanto o híbrido de Atlantis continua nos causando problemas e não sabemos onde encontrá-lo. Os outros não despertaram ou nem sabem o que são, ou seja no momento não oferecem risco algum.

    — Concentre-se em encontrar a chave dos selos. Se o selo das torres for quebrado os Tempestários não poderão fazer nada.

    — Sim Lorde Deimos. E quanto a Potmos?

    — Mantenha-o sob vigilância, mesmo em seu estado atual não podemos deixar que algo lhe aconteça.

    — Sim.

    — Mais uma coisa Elron... ... Encontraram mais alguém depois da oscilação na torre do fim do mundo?

    — Não senhor. Além do garoto encontrado por nós ninguém mais foi visto.

    Deimos pareceu decepcionado, não teve nenhuma observação, apenas silêncio.

    — Isso é tudo Elron.— Disse após alguns segundos — Antes de ir ordene que alguém leve Xyon até o pátio de treinamento.

    — Como desejar Lorde Deimos — Elron se virou e voltou pelo caminho no centro do salão. Ao longe as grandes portas se fecharam com um forte estrondo quando Elron passou por elas. Deimos ficou só, observando silenciosamente, apoiado na grande janela circular.Enquanto seu olhar se perdia no infinito, seus lábios sussurravam...

    — Por esse caminho escuro, a dor me acompanha
    Por essa trilha de sangue, a loucura me carrega
    Mas ainda que caia no abraço das sombras
    Ainda que as ruínas me cerquem
    A tempestade lavará minha
    Ainda que meu inimigo se revele
    E em seus olhos eu veja a fera que devorou o fim do mundo...
    Não me tocarás...
    Pois enquanto você é ódio... dor...
    Eu sou a esperança.



    "Bom, esse é o prólogo da história.Nunca publiquei nada em nenhum site nem coisa do tipo, então qualquer comentério, sugestão ou crítica será bem vinda."


    Última edição por Cout em Qui Jul 08, 2010 2:04 pm, editado 2 vez(es)

    Leonardo Schabbach
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    Re: [ Cout ] Índigo

    Mensagem por Leonardo Schabbach em Sex Jul 02, 2010 3:50 pm

    Opa, depois darei uma olhada. Dê uma passadinha no fórum de apresentações e se apresente, assim poderemos te conhecer melhor! =D


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    Confira o Na Ponta dos Lápis: meu blog com tudo sobre literatura.

    E leia também o projeto O Legado, uma história de fantasia.
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    javert

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    Re: [ Cout ] Índigo

    Mensagem por javert em Dom Jul 18, 2010 3:24 pm

    achei interressante, continua...

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    Re: [ Cout ] Índigo

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